segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Sem título VII

deixa eu derramar
o meu amor sobre você
deixa eu demorar
no teu abraço e me perder

é só ouvir tua voz
pra eu me desintegrar
meu olhos são a foz
da dor de nunca ter e tanto amar

benditos sejam, menino,
verbos que teus lábios bonitos beijam
e que, sim, teça um caminho,
um destino pra essas mãos que a ti desejam

amor é liberdade e não prisão
o querer ser corpo e alma um só
cada qual com seu juízo e razão
ser linha solta e ao mesmo tempo ser um nó

todos os cavalos do rei,
seus tesouros e poderes, enfim,
não compram, não sabem o que eu sei:
tua vida é magia e riqueza sem fim

festa de sentidos no céu e na terra
os dedos, os medos, os cheiros em êxtase
talvez eu não mereça, mas quem me dera
morrer e voltar a nascer num sonho desse


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